É possível desenvolver funcionalidade e autonomia.
A hipoplasia do polegar é uma malformação congênita em que o polegar apresenta desenvolvimento incompleto, variando desde uma leve redução de tamanho até ausência total. É uma condição relativamente rara, podendo ocorrer isoladamente ou associada a síndromes genéticas.
No desenvolvimento infantil e durante toda a vida adulta, o polegar tem um papel essencial na função da mão, nos movimentos de pegar, segurar e manipular objetos. Dada essa condição de comprometimento estrutural, se observa uma interferência com prejuízo funcional nas atividades do dia a dia, tais como brincar, se vestir, alimentar-se ou escrever.
A Terapia Ocupacional tem um papel fundamental nas intervenções em hipoplasia do polegar. O trabalho é voltado para favorecer a função e a independência no melhor grau possível. Entre as ações mais comuns estão:
- Intervir precocemente para maximizar função e prevenir compensações, através do estímulo do uso das mãos nas brincadeiras e nas atividades cotidianas, desenvolvendo força, coordenação e destreza;
- Sugerir, testar, treinar, prescrever e, por vezes, confeccionar adaptações que facilitam as tarefas escolares e de autocuidado;
- Confeccionar órteses personalizadas, quando necessário, para proteger, alinhar ou dar mais estabilidade ao polegar;
- Avaliar a funcionalidade e as estruturas no pré operatório (para os casos com indicação de reconstrução cirúrgica);
- Acompanhar o pós-operatório, auxiliando na recuperação dos movimentos e na reeducação para uso funcional do novo polegar; e
- Acolher e orientar a família sobre estímulos e cuidados, promovendo o conhecimento e favorecendo a apropriação das condutas cotidianas.
Com o acompanhamento terapêutico adequado e o envolvimento da família, é possível promover ganhos importantes de função, autonomia e qualidade de vida, respeitando o ritmo e as potencialidades de cada criança.